Friday I’m In Love – The Cure

 
http://youtu.be/wa2nLEhUcZ0
 

Raras vezes eu tive tantas músicas na cabeça pra escrever um post. Raras vezes eu tive a cabeça tão cheia de ideias, o coração quente e a mente fervilhando. Tanta coisa aconteceu e eu não sei bem nem como ou por que. Tanta coisa mudou de uma hora para outra e no final tanta coisa boa aconteceu e ainda acontece.

Veio agora a flor da cerejeira em minha mente, as floradas que já vi e as histórias que ouvi sobre o evento. Me vem sempre em mente a ideia de felicidade. Ver a florada é de alguma forma Alcançar uma felicidade plena, como de certa forma agora sinto.

Outra leitura interessante que se faz é a que associa o tempo de vida do samurai ao tempo de floração extremamente curta dessa planta. Eu associo agora com outra realidade. Penso que a flor simboliza o que penso. As flores surgem rápidas e fagueiras enquanto a gente fica alegre e em desordem, e de repente elas até somem, mas a árvore que trouxe o sonho continua e a gente fica contente em cuidar dela para que as flores sempre apareçam. Os samurais eram as flores que protegiam a árvore que era seu senhor.

Não quero flores novas, quero a mesma flor e deixo isso bem claro. Mas remeto no caso a floração como a renovação da alegria. E remeto ainda ao fato de que o período entre as florações é aquele hiato no tempo em que a gente se afasta da árvore, em que fica contando as horas (que parecem anos) para novamente chegar perto da cerejeira que a gente sempre encontra em flor.

O mais interessante é perceber que a floração demora um tempo. Após ser plantada, a árvore tem que crescer um pouco, maturar, ser protegida até esteja forte o suficiente para dar ao mundo as flores. É meio assim que me sinto. Penso nisso e me lembro de um tempo que passou. Uns 15 anos passaram rapidamente diante dos meus olhos como se não tivessem existido. Lembro-me da semente ser plantada a tanto tempo atrás. Lembro-me de imaginar que nunca veria as flores dessa cerejeira. E não é que o mundo nos prega surpresas? Sexta-feira, quando esperava apenas ver a cerejeira fortalecida, percebi o quanto ela cresceu e pra minha surpresa, as flores se abriram diante dos meus olhos.

Eu vi a florada acontecer. E tento reter na memória o tempo em que cada botão se abriu até que a árvore ficou toda colorida e eu sorrindo mais e mais a cada tempo. Nem vi o tempo passar, se foi um dia todo que imaginei ser breve. E de repente veio um dia longo quase eterno, em que senti falta da flores, esperei ansioso nova florada que veio forte e bela hoje novamente. Pena que a florada se foi e agora aguardo ansioso pelo tempo de rever novamente a beleza dos sakurás.

Como disse, pensei em muitas músicas para hoje. A ideia era alguma coisa que falasse de felicidade, a MPB tem diversos bons sons nessa linha. Ai pensei em como me senti e um verso de Infinita Highway não me sai da cabeça “…Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão…”, tentei  voltar no tempo até o fim dos anos 90. Mas no fundo, pra me lembrar do tempo que passou e retornou, acho que The Cure  acaba como melhor opção.

Afinal foi uma sexta especial, cheia de possibilidades e sonhos. Uma sexta que fez com que uma semana pesada se tornasse leve e talvez a melhor de um ano marcado por sonhos de recomeço e mudança. Se não cheguei lá ainda, ao menos percebo que estou no caminho.

Tão diferente foi essa semana (e esse post) que a foto que o ilustra nem minha é. É uma foto de uma cerejeira que serve pra que eu me lembre sempre da minha cerejeira em flor quando algo apertar no meio peito. Não digo aqui o nome de quem fez a foto, mas aviso que se ela quiser, pode e deve solicitar a autoria da foto no comentário

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