Pride (In The Name Of Love) – U2

 

 

Tanta coisa aconteceu nesses últimos dias. O mundo parece ter virado do avesso e sensações que pareciam óbvias transformaram-se em novidades daquelas que nos fazem ficar sem chão. Contar todas as histórias seria algo demasiadamente longo e com certeza algo se perderia no meio da narrativa. Justamente por isso, mais fácil é se prender ao ponto mais importante disso tudo. Tentar narrar apenas o sentimento mais intenso, o que mais marcou.

No fundo pouco importa o local onde eu estava. Pouco importa se estive em São Paulo, Brasília, Paris ou Bombaim. Importa a sensação de orgulho, o quanto eu vibrei por uma vitória daquelas que não se divulga. Não existe um prêmio com esse nome, mas deveria se premiar quem aprende a crescer de forma plena. O adolescer adulto é duro e cansativo, acredito que mais doloroso até do que o adolescer infantil. Ter responsabilidades cansa, amedronta e em certa conta dói.

Nessas horas eu procuro me lembrar da forma como fui educado. Da maneira como fui deixando de ser criança e me tornei adulto. Sei que ainda sou um adulto em constante mutação e vejo isso nos jovens que crescem ao meu redor. Vejo as grandes mudanças pelas quais passam, deixando de ser dependentes e passando a assumir suas opiniões e principalmente as responsabilidades de seus atos.

Nos meus 13, 14, 15 anos eu já trabalhava. Ainda moleque eu tinha minhas responsabilidades, mas meus atos ainda eram vigiados e de certa forma chancelados por meus pais que davam as ordens ou permissões necessárias para tudo. Pouco a pouco fui ganhando autonomia até conseguir me ver livre e autônomo. Algo que a meu ver só chegou mesmo na faculdade, já com meus 17, quase 18 anos.

O que eu vi foi algo um pouco mais veloz, mesmo num período muito mais paternalista e protetor da nossa sociedade. A fome faz com que o homem aprenda a caçar e pescar. A necessidade faz com que se aprenda e eu vi jovens aprenderem de forma bastante rápida, vi jovens crescerem bem mais rápido do que o esperado.

O melhor disso tudo é perceber que enquanto os observo crescendo, acabo crescendo junto. Consigo fazer novas coisas e me sinto cada vez mais livre. Aproveito melhor a juventude e me encanto mais com a idade que vai se somando. Observo neles coisas que vivi e a partir disso corrijo rotas erradas que escolhi em minha vida.

Mais do que ações, me assusta o que ganhei em sentimentos. Como aprendi a ser mais livre com o que sinto, mais honesto comigo mesmo. Assumo de maneira mais livre que amo ou odeio, que adoro ou detesto ou que algo simplesmente não me importa. Percebi o quanto é mais simples apenas sentir.

E nisso se junta mais um motivo de gratidão a esses jovens, se primeiro veio a sensação de carinho, depois a preocupação, e se seguiu o orgulho até que apareceram o medo, o desespero e uma alegria desmedida que de alguma forma se traduz de maneira crua e simples num singelo amor.

Porque nessas horas a gente percebe que as verdadeiras vitórias são aquelas que a gente nunca comemora, os maiores prêmios são aqueles que a gente nem se dá conta e o verdadeiro vencedor é na verdade aquele que mais aproveitou a disputa.

Por isso eu posso dizer que venci, posso dizer que vencemos. Posso afirmar que alguns podem até ter chegado na nossa frente, mas duvido que alguém tenha crescido, aprendido e se divertido tanto quanto a gente. Afinal, todos sabemos que o que vale é o lazer e que se não for pra ser divertido, não vale a pena.

A Small Victory – Faith No More

 

 

Fim de semana agitado e feliz. Fim de semana de dever cumprido. Fim de semana de orgulho e sensação de vez ou outra realmente caminhar do modo certo, pelo caminho certo, pela gente certa. Claro que a gente mais erra do que acerta, mas pode adormecer feliz quando os acertos parecem realmente vir à tona.

Fazia tempo que eu não tinha dias tão corridos. Fazia tempo que eu não tinha dias tão de certa forma plenos. Claro que não alcancei tudo o que quis. Claro que não resolvi os problemas do mundo. Na verdade nem os meus, mas ao menos pude vislumbrar momentos onde parece existir sim um caminho a ser seguido.

Engraçado como competições dizem tão pouco e tanto ao mesmo tempo. Pouco porque sinceramente, o ganhar e perder acabam dizendo menos sobre o processo todo do que as reações que se tem ao ver cada resultado.

Existem duas formas de ganhar, a inconsciente onde o resultado é apenas isso, um resultado vazio, decorrente da sorte e do acaso. Outra forma é a vitória consciente. Aquela onde a gente sabe porque ganhou ou mais do que isso, chega a duvidar da derrota por reconhecer algumas falhas no processo todo. Aquela que a gente vibra e comemora muito, mas que no íntimo sabe que poderia ser derrota. Sabe que teve gente que também competiu em alto nível e percebe que tudo veio positivo por detalhes. Foram assim do segundo modo as vitórias desse fim de semana.

Vale o mesmo pras derrotas. Nem todas são iguais. Tem aquelas naturais vindas da nossa total falta de preparo e empenho, as que nem causam mal estar, afinal no íntimo em momento algum se esperava algo. A gente sabe quando não merece. O outro tipo de derrota, muitas vezes tem sabor amargo. É amarga quando por fatores externos a gente não consegue fazer do jeito planejado e treinado. É amarga quando o acaso acaba atrapalhando. Noutro extremo, essa mesma derrota pode e deve ser vista como vitória. As vezes a gente perde porque o outro foi melhor, e mais importante do que isso, teve que ser melhor, pois a disputa foi intensa e a gente fez aquilo que se programou.

Pelo que eu vi nesse fim de semana, só ocorreram derrotas desse segundo tipo. Derrotas até amargas, mas no fundo com sabor de vitória e dever cumprido. Claro que poderia ter existido mais empenho em alguns momentos. Mais vontade, criatividade e uso melhor das habilidades de cada um. Mas ainda assim, o que foi feito foi honroso. Foi digno e pelo menos dentre os meus alunos, consigo afirmar feliz que a distância entre os vencedores e os teoricamente vencidos foi ínfima.

Me alegra mais ainda lembrar que as vitórias foram mais do que coletivas. Surgiram da ajuda de gente que soube competir com fair play imenso. Ajudou seu concorrente e o aplaudiu quando este foi chamado, porque o esforço dele refletiu também o seu em fazer o seu melhor. Se o melhor não fosse feito, com certeza teria outro ali para tomar o seu lugar, um correu nos calcanhares dos outros.

E isso foi só uma competição. Existiram mais duas. Cada participante deu seu máximo nelas também, a maioria disputou mais de uma e todos fizeram aquilo que se propuseram a fazer. Isso me dá orgulho, ver meus “atletas” fazendo o combinado. Fazendo o que podiam em suas “provas”.

Essa foi a minha pequena vitória. Esse é o motivo desse texto, bem mais desconexo que o normal. Bem mais direto e principalmente mal escrito. Mas bastante carregado de emoção. É só um obrigado a todos os que me proporcionaram esse cansativo fim de semana. Aos que me permitiram viver isso, aproveitando a correria boa, atirando em 3 frentes e conseguindo acertar os 3 alvos disponíveis.

Viva La Vida – Coldplay


Hoje estou cansado, muito sono. Hoje realmente sinto os olhos querendo fechar. Mas não quero dormir agora. Não posso!

Sabe aqueles dias em que tudo parece lindo e colorido? Sabe aqueles dias em que aparentemente tudo deu certo? Pois é, é assim que eu me sinto. Hoje eu sinto orgulho do meu trabalho. Sinto orgulho dos meus alunos e feliz por isso.

Para quem não sabe ainda, ontem eu comecei um novo projeto, escrevendo para uma revista de moda ecológica sobre sustentabilidade. Uma parceria entre a Atitude Terra (empresa para a qual presto serviços) e a revista Eco Fashion. Um pequeno início de uma grande parceria.

Fora isso, mais coisas me deram alegrias hoje. Muitos aqui sabem que eu sou professor. Ver meus os resultados de alguns de meus alunos hoje me deixou também feliz. Não uma felicidade que cega e faz tudo parecer lindo até aquilo que não presta. Mas sim uma felicidade de dever cumprido.

Conversava com uma amiga sobre essa onda feliz. Ela que me disse pra colocar isso no blog, até indicou a música. Inicialmente What a Wonderful World, que infelizmente eu já utilizei. Passou a segunda opção, Viva La Vida do Coldplay. Nem lembrava da música, mas fui ouvir. E sinceramente adorei, adorei porque ela me permite falar de coisas que podem parecer malucas para alguém que está feliz, mas que merecem ser ditas.

Eu curto a felicidade porque sei que não apoiei meus sentimentos em uma construção com pilares de areia. O sentimento é firme e resistente porque vem de bases que foram construídas lentamente. O trabalho é algo que não nasceu hoje, mas sim vem de anos. Há anos que escrevo, esse espaço prova isso e sempre tem gente que passa por aqui, pra ver o que eu penso. As aulas que trouxeram a alegria vieram também de anos. Trabalhos que pouco a pouco vão se consolidando.

Alguns alunos vi crescendo pouco a pouco até chegarem onde chegaram. Vi mais do que isso, um conceito se fortalecer. Uma idéia que cresceu (graças ao auxílio de muita gente) e que se mostrou verdadeira e perene, agora começo a colher os resultados. Sei que para continuar colhendo os resultados preciso de mais coisas. Preciso continuar corrigindo algumas falhas, agregar mais gente e ter mais tempo e paciência. Mas sei que existe um caminho formado.

Acredito que todo mundo quer ter orgulho do que faz. Quer encontrar um caminho profissional que mais do que dinheiro (que sim, é muito bom) traga conquistas, as vezes pequenas, as vezes grandiosas. Todo mundo quer ter a sensação, mesmo que momentânea de que está transformando o mundo num lugar melhor.

Talvez essa sensação boa suma quando eu fechar os olhos e dormir. Quando eu acordar amanhã ainda sonado me sinta impotente e veja o copo ainda esvaziado e não por encher. Ai quem sabe eu lembre dos versos da música e me lembre que eu já fui rei, reinados acabam, mas reis nunca perdem a majestade, mesmo que suas rainhas os abandonem. Minha rainha hoje é a alegria profissional e espero que ela continue comigo por muito tempo. Viva La Vida e que tudo siga adiante se possível cada vez melhor.

We Don’t Need Another Hero – Tina Turner

Quando aprenderemos a somente louvar alguém pelo que ela é boa e não execrar todos por suas falhas?

E teve a esperada zebra na final do SuperBowl. Mais um herói do sonho americano foi criado. Assisti ao jogo e confesso que com todo o clima criado era impossível torcer pelos Colts, a torcida toda era pelos Saints, na verdade pela cidade de New Orleans. A vitória serviu como marco do renascimento após os problemas com o Katrina anos atrás. A cidade se reconstruiu, o time se construi, nas últimas temporadas pós Katrina, pulou de saco de pancadas para campeão.

O herói foi Drew Brees, atleta que por si só já teria uma história de vida que daria um filme, aliás não duvido que em alguns anos essa história seja transformada em filme. Como disse no último texto, os norte-americanos adoram criar heróis, nós brasileiros adorar ridicularizar os nossos.

O cinema acaba sendo uma referência, quantos filmes existem sobre heróis brasileiros? O futebol, provavelmente o tema que mais nos dá orgulho no mundo nos trouxe que filmes? Boleiros 1 e 2 são ótimos filmes, mas estão mais para comédia, assim como o divertidíssimo como O Casamento de Romeu e Julieta. Temos uma biografia do Garrincha e documentários sobre alguns craques. Mas cinema comercial mesmo, nada. Talvez os documentários sobre a conquista corinthiana em 77 e o filme sobre o martírio da série B (eu acho que tem um filme sobre a Batalha dos Aflitos do Grêmio, mas não tenho certeza).

Nós renegamos nossos heróis. Algo como Tina Turner cantando We don’t need another hero (clique aqui para ouvir) em Mad Max além da Cúpula do Trovão. Criamos um mundo apocalíptico onde todos só tem defeitos, as qualidades são empurradas pra baixo do tapete. Tiramos sarro de tudo e de todos e principalmente daqueles que possuem algo que se destaque. É o complexo de vira-latas que domina o ideário do nosso povo.

Aceitamos de bom grado tudo o que vem de alguma nação mais poderosa economicamente, destruímos pouco a pouco a nossa cultura acreditando que o que vem desses povos é melhor do que o que nós produzimos. Eu discordo disso. Assim como também discordo da outra face desse mesmo embate. Não somos melhores do que nações mais pobres, somos iguais, apenas temos que aprender a ver o que cada um tem de bom, reverenciar e aprender com isso e ver o que cada um tem de ruim sem transformar isso numa brincadeira jocosa. O que vale não é de onde você veio, mas sim o que você é.

Acho estranho não termos documentos populares (músicas, esculturas, filmes, etc.) sobre pessoas como Guilherme Paraense, João do Pulo, ou Ademar Ferreira da Silva. Guga um herói recente já foi esquecido. Rui Barbosa não é visto nem nas escolas. A nossa produção cultural é relegada ao segundo plano, aliás, eu nesse post não uso uma canção brasileira. Meio estranho, mas verdadeiro. Eu tenho que assumir minhas falhas também.

Converso as vezes com alunos sobre alguns grandes nomes brasileiros, é chato descobrir que estes nomes nunca são sequer reconhecidos. Mais chato ainda é perceber que pra ser reconhecido, a validação da qualidade deve ser externa. Não vale apenas ser importante para o nosso país aqui dentro. É  preciso ser reconhecido por alguma grande nação, aliás por alguma nação que seja vista como grande aos nossos olhos.

Parabéns Drew Brees, parabéns New Orleans, parabéns Saints. Mas também parabéns a imensa quantidade de heróis que vivem aqui em nosso pais e nunca são reconhecidos, talvez por descrença, talvez por inveja. Parabéns aos nossos bons heróis.

O próximo post volta a falar do Forrest Gump, e retomo um assunto que até citei, só que visto do outro lado da moeda. Quero falar da necessidade de se ter heróis, mesmo sabendo que no fundo os heróis são apenas o retrato do homem comum, eu admito a importância dos mesmos para a construção dos homens das nossas sociedades.

Bicycle Race – Queen / Tour de France – Kraftwerk

Muitos deles devem ter Lance Armstrong como ídolo

Essa semana está meio baixo astral. Baixou a tristeza aqui e os temas rarearam um pouco. Hoje que reparei que era o dia de postar algo novo no blog. E o tema? Difícil escolher. Em mim está aquela sensação de que por mais de saco cheio que eu esteja, algumas coisas devem continuar. Eu devo continuar fazendo aquilo a que me propus, independente da minha vontade.

Ao pensar nisso. Lembrei-me de alguns heróis de carne e osso. Pessoas que nas suas áreas foram muito acima do esperado e se tornaram exemplos míticos. Pessoas que conseguiram se transformar em exemplos em alguma área. Já falei um pouco disso antes, temos aqui no Brasil o péssimo hábito de exigir santidade dos nossos ídolos, eles devem ser bons em tudo.

Eu não penso assim, talvez por isso acabe respeitando muita gente que se destaca em sua área. Pretendo falar de alguns nessa semana e talvez na próxima. O título da música escolhida diz tudo. Eu pensei em escolher tour de France do Kraftwerk (pra ver o clipe clique aqui), mas acabei também optando pelo saudoso quarteto britânico Queen e a música bicycle race (clique aqui para ver o clipe). Na verdade, fiquei com as duas,por gostar muito de ambas.

O personagem de hoje é Lance Armstrong, um dos mais famosos atletas do mundo e multicampeão da mais famosa prova ciclística do mundo, a Tour de France. Armstrong venceu a prova por 7 vezes e isso depois de diagnosticado e tratado de um câncer nos testículos, cérebro e pulmão.

A obstinação desse atleta é que me faz falar dele. Raras pessoas teriam a força de vontade que ele teve, de lutar contra uma forte doença, vencer a doença e mais do que isso se tornar um vencedor pleno numa atividade física que exige muito do corpo, imagine do corpo de alguém que teve câncer espalhado pelo corpo?

Falo dele também pelo seu lado teimoso. Depois de aposentado do ciclismo em 2006 resolveu voltar a competir e nesse ano na volta da França está dando uma canseira nos que vinham competindo direto. Até agora está em terceiro na classificação geral, apenas 8 segundos atrás do primeiro lugar, se colocando como uma dos favoritos ao título, junto com seu companheiro de equipe Alberto Contador.

As brigas dentro da equipe Astana, causadas pelo choque de egos entre os dois grandes ciclistas até poderiam entrar aqui. Pois demonstram a sede de vencer, mas prefiro fugir do assunto. Apenas torço para que o Lance Armstrong consiga vestir a camisa amarela em algum dos dias dessa volta da França e acredito que o Contador acabará ganhando.

Mas vamos ao que interessa. Ver um exemplo como o desse ciclista me faz pensar que muitas vezes choro sem motivos reais. Que não deveria abaixar a cabeça para as coisas ruins que ocorrem no meu dia a dia. Também vejo que deveria lutar mais por meus objetivos. O desejo é a principal fonte de energia para a vitória. E as conquistas devem sempre servir de estímulos para vencer novos desafios.

Não apago as suspeitas de doping desse atleta, principalmente em sua primeira vitória no Tour de France em 1999. Nem vejo isso como algo positivo em sua biografia. Ele não é um exemplo por isso, mas sim por lutar e lutar muito.

Você tem algum herói? Gostaria de falar dele? Durante a semana eu devo falar de outras pessoas que admiro, artistas, cientistas, gente comum.

We are the champions…

As vezes a vitória está em conseguir e não em chegar na frente
As vezes a vitória está em conseguir e não em chegar na frente

Eu sei que prometi falar sobre meus limites. E confesso que até comecei a rascunhar o texto sobre o tema. O problema, as vezes eles aparecem, é que em certas ocasiões, situação do cotidiano mudam nossa linha de pensamento de modo brusco, nos obrigando a mudar de direção.

E de certa forma foi o que fiz. Nos últimos dias vivi situações inesperadas. Nada muito maluco, mas pequenas coisas que me fizeram rever o que escreveria, um assunto se fez mais urgente na minha fala. A questão do prazer nas vitórias. E aqui falo de qualquer tipo de vitória, seja um prêmio nobel, seja conseguir chegar no horário certo no trabalho mesmo com todo o trânsito de uma cidade grande.

Entretanto, mais importante que as vitórias são as relações que temos com elas. O quanto aquilo que parece ser importante naquele momento realmente nos motiva. Ou mesmo o que a conquista vai alterar em nossa vida. E nem penso aqui em grandes alterações, mas sim em coisas simples, como chegar no horário no trabalho vai fazer com que o chefe não se irrite e que pare de pegar no meu pé. Ou, chegar em casa mais cedo pode te permitir ter mais tempo para preparar um bom jantar.

Essas são as conquistas básicas, é claro que a relação com a vitória tem muito a ver com o prazer que se sente com cada conquista, muitas vezes coisas mais óbvias nos motivam mais do que grandes vitórias aos olhos dos outros. Até porque o sabor de cada conquista é pessoal. Tenho uma amiga que diz que a maior vitória da vida dela foi ter conseguido dirigir um carro de sua casa até a universidade. Parece pouco, mas para ela foi uma vitória e tanto. Já um grande amigo fala que sua maior vitória foi ter desistido de um curso na faculdade e partido pra outra vida.

Para alguns, só interessa chegar na frente
Para alguns, só interessa chegar na frente

A minha grande vitória? Provavelmente ter feito o livro para quem fiz da maneira que fiz, achei que foi uma homenagem justa para quem viveu comigo provavelmente alguns dos momentos mais felizes que eu tenha tido em toda minha vida. E falo isso tendo obtido até alguns prêmios meritórios mais famosos, tanto com fotografia, como com poesia e até no meu trabalho como professor.

Isso porque minha maior vitória até aqui é celebrar um momento legal que eu vivi. Conheço gente, entretanto que sente alegria apenas nas grandes vitórias, nos grandes prêmios, no reconhecimento profissional, na demonstração de poder e força. Essas pessoas estão igualmente certas em sua visão. Afinal, cada um sabe o que é importante para si.

O que estraga tudo, entretanto é quando a vitória vem manchada, mas isso será assunto para um novo texto. Apenas para efeito de curiosidade, você tem alguma história de vitória manchada que gostaria de repartir? Talvez ela sirva de exemplo no meu próximo texto. E de novo, valeu pela visita.