Ilex paraguariensis – Engenheiro do Hawaii

 

 

Nesse carnaval vi dois filmes, O Motoqueiro Fantasma 2 e O Artista. Eu adoro cinema. Em geral os filmes me fazem pensar num monte de coisas. Funcionam comigo da mesma forma que as músicas. Eu paro, vejo e deixo a mente viajando nas idéias que surgem a partir das cenas. Muitas vezes os filmes me fazem pensar coisas que nada tem a ver com o que aparece na tela. É o caso do que eu vou escrever hoje.

Conversei com amigos sobre o Motoqueiro Fantasma 2. Gente que está acostumada a ver filmes comigo. E disse que gostei bastante do filme. Que mesmo vendo dublado me agradou. Uma das pessoas que mais reclamou do filme estava num dia ruim. Todos nós temos dias ruins, ela estava num dia péssimo. Meu dia, por outro lado, estava perfeito, melhor impossível. Tudo o que eu tinha imaginado estava acontecendo em versão melhorada.

Talvez por isso eu tenha achado o filme tão bom, talvez por isso ela tenha achado o filme tão ruim. Afinal todos os demais amigos, apenas acharam o filme  normal. Nem bom nem ruim. Apenas diversão. Quantas vezes o nosso estado de espírito não influencia a forma como a gente vê o mundo? Quantas vezes quando os dias parecem ruins, até a comida mais saborosa parece ter um gosto ruim? Se estamos animados, qualquer encontro de amigos que dure 10 minutos fica mais divertido que qualquer baile de carnaval.

E isso me deixou feliz. Depois de um longo tempo estando na parte de baixo na gangorra emocional em que estou sentado, finalmente cheguei ao topo. Nem imaginei que um dia fosse novamente chegar lá. Faz sei lá, uns 6 anos que eu me sentia em baixo. Desde o fim do ano passado, pouco a pouco fui subindo. Esse estado de euforia me faz bem. Eu precisava disso. Era necessário ter esse impulso pra que eu pudesse realmente me sentir livre.

Por isso a musiquinha boba dos Engenheiros do Hawaii. Ela realmente mostra bem o que eu estou sentindo. Uma leveza no pensamento, uma leveza que me faz sorrir até quando eu dou uma topada na mesa da cozinha descalço. Uma confiança que hoje me permitiu ficar numa sala lotada e falar com as pessoas sem surtar como normalmente ocorre. Claro que não foi a coisa mais agradável do mundo, mas eu consegui me manter íntegro e fazer o que era necessário.

Fiz isso hoje, consegui ao lado de gente que eu respeito. Gente que me ensina e me ensinou muito. Consegui, aliás, falar para toda aquela sala cheia, coisas que aprendi e aprendo com quem esteve do meu lado hoje. Claro que trouxe no pensamento a leveza que já vinha em minha mente desde o sábado de carnaval, isso aliás funcionou como um bom combustível. Aquela coisa do pensar em algo bom para afastar da mente algo ruim realmente funcionou, por menos que eu acredite em coisas desse estilo.

Mas a minha mente realmente voa leve por ai. Ela me faz sorrir pensando em coisas bobas e gostar de versos como os que coloco abaixo:

“Hoje eu acordei mais cedo
Tomei sozinho o chimarrão
Procurei a noite na memória… procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso… nada deve pesar
Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda”

Talvez por que eles realmente digam como eu me sinto. Livre, leve, solto. Nada me prende além dos meus próprios desejos. Desejos que hoje me deixam alegre, não mais triste por não entender o que acontecia em minha mente.

Você já se sentiu assim extasiado? Já teve fases em que tudo parecia lindo diante dos seus olhos? Quer contar aqui a história? Aproveite, o espaço é seu.

2 respostas para “Ilex paraguariensis – Engenheiro do Hawaii”

  1. Só cuidado com uma coisa: essa dose deve ser equilibrada, de êxtase.
    Temos que tentar alcançar o equilíbrio, na maior parte dos dias, nem tão ruim nem tão bom.
    Mas curta esse momento, ele é só seu ^^

    1. Oi Vanessa, concordo com a tese do equilíbrio, mas acredite, eu precisava de um pouco de euforia, até pra poder acreditar de novo em mim. A euforia nem é por viver algo, mas por descobrir que posso sentir algo novamente. É o me sentir vivo, independente de pra onde isso me leve, descobrir que posso sentir me faz ficar vivo. Acredite, de certa forma é uma euforia contida e até certo ponto racional….rs

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