A Doença

https://open.spotify.com/playlist/2nC6AyjIcgxAfT2Bl1dKx0?si=Gzj1Xb9nQ4GlEjQueml_tw

Semana passada foi de relembrar de um dia difícil. Um marco difícil e marcas que eu sei que nunca vão se apagar. Segundo aniversário da descoberta e cirurgia do câncer. Segundo ciclo maluco onde as mudanças ainda teimam em chegar e eu mais teimoso ainda teimo em não me acostumar com o que está acontecendo comigo.

Muita coisa tem acontecido e ter estas datas como referência ajuda a pensar no que fiz, no que pretendo fazer e no que chegou o momento de desistir. Talvez por isso eu esteja tão engajado nesta data.

Num primeiro momento, era a data marcada para o lançamento do meu livro. Mas veio a pandemia e não só a minha vida, mas a de todo o planeta virou de pernas para o ar. Então de nada adiantaria lançar o livro agora. O mundo tem outras prioridades e temos que saber o nosso tamanho.

De qualquer forma, falta pouco para ter o livro em mão. Já está escrito e diagramado, em breve vai pra gráfica e provavelmente comece a pré venda. Dificilmente conseguirei um lançamento presencial, é momento de respeitar o isolamento e qualquer aglomeração só deve ocorrer se for inevitável. Coisa que meu livro não é.

Tenho ainda recebido diversas playlists que ainda não divulguei. E tenho um motivo real para isto. Não é preguiça, muito pelo contrário. Estou apenas aprendendo novas formas de comunicação e produção durante a quarentena. Aliás tenho aprendido muita coisa mesmo. A quarentena tem sido um período muito meu comigo mesmo. Sendo grupo de risco, evito ao máximo me expor e pensando também no coletivo, se não sou obrigado, não colocarei mais gente nas ruas. Se faz muito tempo que não vejo muita gente, também é verdade dizer que fazia muito tempo que não estava tanto comigo mesmo.

Tive algumas pequenas vitórias que merecem destaque, como por exemplo, poder ajudar uns alunos que me perguntaram como fazer um aplicativo para celular, hoje posso dizer que sou capaz disso. Tanto que as playlists que vocês me enviam estão todas virando um.

As dificuldades de movimentação nas mãos também foram alvo de estudos. Se não tenho a mesma firmeza de antes (e nem corro atrás dela), tomei coragem pra um curso de marcenaria, com as máquinas certas consigo produzir coisas que me achava incapaz. E além disso, ainda inclua na lista aulas de encadernação, programação, editoração e muito mais. Hoje me acho um professor maker mais completo e com mais recursos do que quando saímos todos em quarentena. Posso ter perdido mobilidade e força, mas ainda tenho o cérebro.

E é essa briga minha que o último dia 11 marcou. Os dois anos de uma ferrenha luta do meu corpo comigo mesmo. Onde ele sempre tenta me jogar pra baixo e eu tento provar que ainda não é a hora. Sei que provavelmente em algum momento eu vá perder, mas por enquanto esta divertido brigar.

As músicas desta playlist funcionam para mim como a trilha sonora dessa guerra. Cada canção de certa forma embala batalhas diferentes. Talvez agora nem faça tanto sentido, afinal as músicas parecem não conversar entre si. Mas elas falam muito comigo e talvez quando você puder pegar o livro em mãos, possa entender o que cada uma delas representa para mim (mesmo não sendo obrigatoriamente minhas músicas prediletas).

E essa é apenas uma das playlists que o livro traz!. 

Em breve vai para a pré venda…

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