Virtual Insanity – Jamiroquai

Vivemos como se cada uma dessas flores só soubesse da existência das outras duas pelo mundo virtual

Nesses tempos de força das redes sociais virtuais, acabamos nos encantando cada vez mais por autores diversos, alguns desconhecidos, outros famosos que se colocam de forma cada vez mais próxima da de um ser humano normal. E mais engraçado do que isso. Cada vez mais nos sentimos próximos de gente que provavelmente nunca vamos ver ao vivo. Ou ainda nos apaixonamos por coisas que lemos mais do que por coisas que vivemos, ou no caso convivemos.

Falo isso pensando no twitter, ferramenta bastante interessante, eu confesso que uso o meu basicamente pra 4 coisas, divulgar meu blog, desabafar, encontrar descontos em coisas que quero comprar e encontrar rapidamente notícias de assuntos de meu interesse, a saber, esportes, ciência, música e quando tenho que ir pra Sampa, trânsito. Porém, confesso que tenho obtido outras diversões com o passarinho azul.

Sigo também pessoas, alguns amigos, outras pessoas influentes e gente que me segue também. Nessa troca de seguidores, me espanta o quanto conseguimos conhecer de pessoas próximas com pequenos textos de 140 caracteres. Eu normalmente até que me exponho bastante aqui, mas falo de pessoas que no dia a dia não se expõem tanto. Existem nesse caso, como em qualquer situação como essa, coisas que nos aproximam e coisas que nos fazem querer distância das pessoas. A exposição excessiva em muitos casos acaba sendo negativa.

Entretanto, quero me prender a outro aspecto. Quando passamos a admirar pessoas por sua humanidade. Eu sigo pessoas que se mostram muito mais humanas no microblog do que em outras oportunidades de contato. Gente que apresenta medos e falhas, alegrias simples e inteligência divertida e elevada a ponto de se tornar apaixonante. Gente que me cativa nos pequenos comentários que faz.

Penso agora nesse mundo virtual, loucamente virtual. Os contatos acabam sendo mais próximos com gente que está a continentes de distância do que com as pessoas mais próximas. A solidão se amplia cada vez mais nos grandes centros, onde existem milhares de pessoas reclamando do vazio que sentem (eu me incluo nesse meio). É mais fácil saber o que seu colega de trabalho, seu vizinho ou um conhecido pensa e sabe através do que ele coloca em seu blog, dos seus comentários no Orkut, ou Facebook, ou Twitter ou qualquer outro grupo social virtual do que numa conversa ao vivo.

No passado já disseram que o telefone afastava as pessoas, o tempo provou que não era bem assim. Vieram os celulares e cada vez mais gente se comunicando. A internet criou uma nova forma de se relacionar. Nos comunicamos cada vez com mais gente e cada vez conhecemos menos pessoas. Sintomas dessa loucura virtual em que vivemos. Onde eu declaradamente me sinto encantado por alguém que leio e não consigo expressar isso ao vivo de forma clara. Onde pessoas de vários lugares lêem o que eu escrevo e até se encontram nos meus textos e fotos, mas mesmo me conhecendo não tem coragem de discutir ao vivo aquilo que pensam.

Levar essas relações do virtual para o real seria o ideal, mas isso raramente ocorre. Seja pela distância física, seja pela falta de tempo, seja por medo (talvez esse seja o meu caso). Pouco realmente fazemos para possibilitar contatos humanos reais e verdadeiros. Até por isso eu escolhi a música do Jamiroquai que dá título ao post. Adoro a banda e essa é minha música predileta. Virtual Insanity (clique para ouvir), fala da loucura virtual que a tecnologia traz, de como isso afeta as diversas relações humanas.

Afeta tanto para o bem quanto para o mal, mas afeta. Muda o olhar que temos sobre o mundo que nos cerca. O bairrismo perde sentido, parece que finalmente todos somos cidadãos do mundo, entretanto, essa comunicação toda também acentua as diferenças. As línguas passam a ter valor de união entre as pessoas. Muitos falam mais de uma língua, a sua local e alguma língua universal (principalmente inglês). Muitos escrevem suas ideias em várias línguas assim como possuem acesso a informações do mundo todo.

Eu tenho que agradecer a existência dessa loucura virtual porque ela me permite conhecer gente e situações que levando em conta a forma como vivo e minhas limitações pessoais, com certeza eu não teria acesso. Sou muito mais sociável do que seria sem a internet, mas e as pessoas que se isolam mais e mais por causa da rede? A discussão sobre se isso vale ou não a pena é grande, eu por enquanto evito tomar partido de um lado. Só procuro usar o que tenho a disposição para me comunicar. Aliás, se alguém quiser me seguir no twitter, está ai meu endereço http://twitter.com/alexmartinsfoto

So Far Away

Trazer para perto os que temem se mostrar

Fechando a semana de relacionamentos virtuais trago uma banda dos anos 80. Dire Straits é uma banda que eu curto muito. Fez muito sucesso principalmente com seu disco Brothers in arm, com vários sucessos. Um deles é justamente a música de hoje (clique aqui para ver o clipe da música) So far away. Ela fala de uma pessoa que retorna a uma cidade que não gosta sem o seu amor que está distante e deixa claro que a distância não é suficiente para diminuir esse amor.

História bonita não acham? Justamente é isso que acreditam as pessoas que buscam namoros pela internet. A importância não é nada comparada com o amor. O amor não tem fronteiras. Nos últimos posts eu falei de relacionamentos totalmente virtuais, porém, algumas pessoas saem desse mundo virtual e trazem para a realidade.

O trazer para o mundo real onde as coisas não são tão facilmente ajustáveis é o ponto mais interessante de tudo. Você se arrisca a ver tudo aquilo que sonhou entre bits ruir ao perceber que a outra parte digita melhor do que age. Por outro lado existem surpresas positivas. Conheço histórias (sim é bem mais que uma) de pessoas que se conheceram através da internet e descobriram que o ao vivo não era somente bom, mas melhor do que o virtual.

É claro que não citarei nomes, mas duas amigas minhas pelo menos trocaram realmente de cidade, aliás trocaram de continente em busca do amor, e pelo tempo em que estão nesses relacionamentos e a forma como falam de suas novas vidas e do que estão fazendo na sua reconstrução profissional fora do país, só posso dizer que as histórias realmente deram muito certo. Um final mais do que feliz.

Isso falando de gente que mudou até de país. Se eu for olhar para gente da mesma cidade ou de cidades aqui mesmo no Brasil, a lista é até grande. Afinal, a internet funciona apenas como mais um canal de comunicação. Se conhece gente no trabalho, na escola, na rua, por que não na internet? Essa é uma fala constante de algumas pessoas e sou obrigado a concordar com ela em gênero, número e grau. Você conhece as idéias das pessoas e se relaciona com elas.

As pessoas também acabam entrando em chats, sites de relacionamento e até mesmo em sites especializados em formar casais. Agências de namoro modernas e virtuais, onde as pessoas colocam seus perfis, dizem o que querem, o que gostam e o que buscam. Uma forma a mais de driblar a solidão.

Eu particularmente nada tenho contra estes meios todos. Confesso que acho alguns deles mais engraçados do que outros. Nos chats, por exemplo, achei coisas super engraçadas. Ainda é claro a forma como alguns se fantasiam nos chats. Lê-se coisas como eu adoro baladas, saio pra dançar todo fim de semana, mas a pessoa está a 1 da manhã teclando todos os dias na mesma sala de bate-papos. Isso é comum. Talvez esse seja o risco, seja a pessoa que frustre ao se conhecer. Talvez seja alguém que queira sim sair pra dançar, mas não tem coragem de fazer isso só e é capaz de ao fazer isso, mesmo acompanhado, a pessoa não consiga se sentir a vontade.

Ou ainda pessoas que não se sentem a vontade com a própria imagem e mandam fotos de outras pessoas, escondem quem são e mentem a respeito de si mesmos. Essas pessoas são o risco de se passar do virtual ao real. Na verdade pessoas acabam se aproveitando do sofrimento de outros e podem até ser perigosos.

Mas reparem, eu não sou contrário a essa passagem do virtual para o real, na verdade a acho até bastante útil e talvez a verdadeira função da internet, unir as pessoas, comunicar, relacionar. Só digo que devemos sempre tomar alguns cuidados. Coisas simples como não se expor mais do que se deve (isso vale pra adolescentes principalmente). Vai conhecer uma pessoa? Procure um lugar público e pelo menos deixe com alguém o local onde você vai estar e maneiras de contato. Procure referências sempre. Não custa nada se prevenir.

Eu mesmo uso a rede para me contactar com novas pessoas, fiz e faço amigos, conheço gente e não sinto medo em afirmar isso. Apenas procuro fazer isso de forma segura e sou daqueles que não acredita que o mundo virtual substitui o real, ele pode apenas ampliar um pouco mais as opções. Se você quiser contar alguma boa história sobre relacionamentos virtuais que passaram ao real, será bastante interessante ler. Aguardo as histórias.

Já sei Namorar

o amor da sua vida pode estar muito além de onde sua vista pode alcançar

Sexo virtual foi o tema de terça-feira. Hoje ainda continuamos no mundo virtual, mas em outra instância. Ainda nos relacionamentos, mas agora falo dos namoros virtuais, relacionamentos que nascem e crescem na internet e do uso da ferramenta para manter e aquecer alguns relacionamentos.

Como tenho feito nos últimos posts, coloco um link pra um clipe de uma música que serve de título para o post. Hoje resolvi usar Já sei namorar dos tribalistas, clique aqui para ver o vídeo no youtube. Os Tribalistas foram um projeto de Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown, consta que reunidos para gravar um disco solo do Arnaldo Antunes, os 3 começaram a compor algumas músicas e resolveram lançá-las em um cd. O resultado fez muito sucesso no Brasil e algum sucesso no exterior.

A música escolhida fala da frivolidade das relações hoje, afinal diz que já se sabe namorar, beijar de língua, só falta sonhar mesmo, porque o resto todo já se sabe. Um verso entretanto me chamou a atenção, logo na primeira estrofe aparece a seguinte afirmação: “Já sei onde ir/ Já sei onde ficar/ Agora, só me falta sair” realmente para muita gente falta sair. Falta partir para o mundo real e é esse o mote.

Não estou em uma campanha contra o mundo virtual, afinal eu mesmo passo horas e horas por semana usando a internet para as mais diversas atividades. Apenas estou tentando dissecar parte do que ocorre aqui no mundinho virtual. Nesse aspecto, também não quero dizer que todo mundo deve ganhar as ruas e se relacionar com todo mundo das mais diversas formas. Apenas quero falar que tem gente que só se relaciona via computador.

Diferente do pessoal da terça-feira, que faz do sexo virtual sua única forma de sexo, as pessoas que fazem uso da internet para namorar buscam outro tipo de satisfação, não é um prazer mecânico, mas sim uma ação emocional e sensorial. As pessoas querem se conhecer, querem sentir-se amadas e querem amar. Para tanto precisam de alguma intimidade com outras pessoas e essa intimidade é o namorar.

Onde as pessoas se conhecem? Locais costumam ser padrões, como trabalho, vizinhança, escola, igreja, clube, cursos, enfim, quaisquer lugares onde se tenha espaço para ser visto e tempo suficiente para se mostrar quem realmente se é. É claro que existem os casais que se formam nas baladas e em encontros fugazes e mesmo assim passam a vida toda juntos, mas a regra é as pessoas se conhecerem e se empolgarem com um certo tempo de contato.

Nesse ponto a internet acaba tendo certas vantagens, visto que, o que se vende são apenas as idéias, as imagens muitas vezes são forjadas (idéias também, mas isso é mote pra outro post), as pessoas falam o que pensam e emitem opiniões e acabam por agrupar-se de acordo com o que pensam. Ai podem surgir relacionamentos desse contato virtual, não pelo interesse físico, mas por um suposto interesse de idéias.

Parte desses relacionamentos sobrevive todo o tempo no mundo virtual. Pessoas de países diferentes, cidades diferentes, mundos diferentes conversam entre si através de um computador. Chegam a virar confidentes e, de alguma forma estranha, chegam mesmo a enamorar-se mesmo sem o contato físico e real. Aqui, entretanto, diferentemente do que disse sobre sexo virtual, o peso da imaginação é bem menor, é claro que existe, mas existe também uma pessoa real, que imagina-se saber o que pensa sobre determinados assuntos e é justamente por essas idéias que as pessoas se apaixonam. Existem casos que vão pro mundo real e dão certo e casos que naufragam (eu vou falar desse tipo de coisa no post de domingo).

As pessoas criam encontros virtuais e marcam horários com chats e câmeras com a mesma seriedade que se vai com a(o) namorada(o) ao cinema ou a um restaurante. Raramente é algo escondido, não existe motivo pra isso ser escondido, existe cobrança, existe o tal relatório diário de como foi seu dia, existem todas as convenções de um namoro real, afinal para os envolvidos é um namoro, apenas sem o contato físico que existe nesse tipo de relação. Para mim, alguém ligado ao mundo real a história inicialmente pareceu coisa de louco. Conversando com gente que passou ou passa por isto comecei a entender a lógica.

Para quem namora por computador, isso não é forma de suprir carência, é apenas a maneira que encontraram de se aproximar da tampa de sua panela independente do local onde ela esteja e em muitos casos, realmente existe uma passagem para o mundo real. Esse tipo de relacionamento não é para todo mundo, eu não me veria realmente preso a alguém que não vá ver e tocar e que mora a uma distância irreal de mim, mas tem gente que encara isso e até mesmo se programa para diminuir essas distâncias. Cada um sabe como lida com aquilo que lhe incomoda. No fundo, o que importa é que as pessoas sempre partam em busca de sua própria felicidade.

Erotica

Criar uma imagem falsa sobre ser belo e atraente às vezes funciona como fuga para algumas pessoas

Continuo falando de Internet nessa semana. O tema é bastante vasto e a forma como nos relacionamos com ela sempre traz a luz diversas boas idéias para se discutir. Hoje voltando para casa do trabalho (viva, férias!!!) Rádio ligado numa emissora que não falava do trânsito (viva, férias!!!) e as músicas rolando. Eu estava meio sem idéias pra música de hoje. Quero falar de um tema meio pesado. E até controverso. Sexo Virtual. Pensei em colocar eu sei do Legião Urbana, pensei em alguma outra canção eletrônica como a Computer Love, mas nada me agradava.

Ai o rádio me deu a solução. Fazia um tempão que eu não ouvia Madonna. Nessa onda de comoção pela morte do Michael Jackson, a rainha do Pop seria a melhor solução. Enquanto Michael sempre fez de tudo pra infantilizar-se, Madonna explora a sua sexualidade ao máximo, canção como Material Girl, ou Like a Virgin exploram bem o assunto sexualidade.  Logo para o que eu pretendo discutir hoje, ela é a artista ideal. Dentro do seu repertório, a música que mais me cativou para o tema foi a mais escancarada. Erotica,música que dá título ao álbum lançado em 1992 praticamente descreve uma transa. E é justamente disso que quero falar. Talvez use Justify my love no próximo post.

Calma pessoal, não vou aqui ficar contar preferências ou narrar contos eróticos, nem tenho cacife pra isso. Mas vale a pena falar de algo que até hoje nunca entendi. O sexo virtual. Conheço gente que só paquera, namora e transa pelo computador. Gostaria de saber como isso é possível. Fantasiar até faz parte do jogo, mas apenas fantasiar me parece até certo ponto medo demais.

Outro dado interessante é o alto número de sites eróticos que existem na internet principalmente a quantidade de gente que dá vida a esses sites, muitos deles com acesso restrito. As salas de chat erótico também fazem um sucesso tremendo e ver o que as pessoas buscam nelas em parte é o tema deste post.

Conhece-se gente em tudo quanto é lugar, até na internet. Isso é um fato normal e corriqueiro. Ao se conhecer as pessoas, a tendência é que relacionamentos surjam, amizade, ódio, namoro, casamento, seja lá o que for, as pessoas se relacionam de uma forma ou de outra. Com o advento da internet e a facilidade de comunicação surgiu uma parcela da população que se comunica e até jura amizade e fidelidade mesmo sabendo que nunca vai se ver ao vivo. E dentro desse grupo, vale a pena falar de outro grupo. Um pequeno grupo que cria todas as suas relações, inclusive as sexuais totalmente pela internet.

Para escrever esse texto, por uma semana visitei chats eróticos de grandes portais como Terra e Uol, queria entender o que era aquilo que as pessoas me falavam e principalmente ver se valia a pena gastar teclas com o assunto. E confesso que rendeu muita risada e principalmente medo.

Eu ri de muitas das histórias que li nos chats, dos comportamentos que observei e tive medo de algumas ações. Tem horas em que você percebe que as pessoas envolvidas naquele espaço virtual enxergam aquilo como realidade e fazem de tudo para viver aquilo como real. Procurei conversar com algumas pessoas sobre o que exatamente ocorre ali, porque fazem uso do espaço e coisas do gênero. Poucos estiveram abertos a esse tipo de contato.

Mas no geral, o que encontrei foram pessoas tímidas que disseram não conseguir nada fora dali, nem mesmo conhecer pessoas ao vivo. Então criam um personagem e expressam toda a sua sexualidade reprimida ali. Vivem aquilo de forma intensa e sentem aquilo como se realmente fosse o sexo mais real, divertido e saudável da face da Terra.

Tem o grupo dos que se dizem frustrados com seus relacionamentos reais e buscam apimentar as relações, partindo inclusive para encontros reais e algumas vezes com seus parceiros do mundo real, mas isso é tema pra outro post. E o terceiro grupo, menor, é o de gente que entra ali simplesmente pela farra, tirando sarro da situação e dos envolvidos, inclusive eles mesmos, por passarem horas de seu dia imaginando coisas e escrevendo para que possam se masturbar. As pessoas que buscam realidade mesmo, conhecer as pessoas ao vivo e tudo mais formam um grupo extremamente pequeno.

Nesse jogo virtual, me intrigou o primeiro grupo. Gente normal que se acha menos, gente que fantasia para poder ter uma sensação real que não consegue. Gente que tem medo e nem sabe ao certo do que. Um número extremamente alto de gente que foge de sua própria realidade.

Vejam, eu não critico a fantasia, acho saudável até. A indústria erótica movimenta muita grana e de forma honesta emprega muita gente. Estimula e brinca com o desejo de muitas pessoas e de muitas formas. Em alguns casos, realiza esses desejos ou os torna viáveis. O que eu critico aqui é o apenas fantasiar, viver num mundo de fantasia sem ter consciência disso. A música da Madonna fala de muitos desejos, brincadeiras e formas de se satisfazer sexualmente, se a pessoa se sente atraído por elas, por que não fazer ao vivo? Por que apenas fantasiar na frente de um computador?

Pela Internet

A internet permite que você se sinta como no lugar da foto sem sair de casa.

Chegou o momento de falar do meio que uso para me comunicar com vocês. A internet, maravilhoso mundo virtual que faz com que gente do Japão possa saber o que eu penso e comentar as besteiras que eu escrevo. Já faz um tempo que eu queria usar o tema, escolher a música foi fácil, Gilberto Gil colaborou porque Pela Internet é perfeita para o que eu penso em falar hoje. Só demorei porque alguns temas acabaram ficando mais urgentes na cabeça de quem me lê.

Mas chegou o momento, confesso que tenho mesmo que criar meu website, fazer minha homepage com aquilo que faço e quero divulgar. Me falta habilidade pra aprender e encontrar a pessoa certa para isso. Mas é questão de tempo, até meu pai tem site , em fase de finalização, onde divulga o trabalho que faz com na área de recursos humanos.

Para mim, a internet é isso. Exatamente o que meu pai faz e o que eu faço aqui no meu blog. Um espaço onde você mostra ao mundo o que sabe fazer e recebe críticas ou elogios. É um centro de troca de informações. Um lugar para se conhecer gente (tema do próximo post) e para se aprender muito com gente. O uso correto da rede é simplesmente maravilhoso.

Como educador sempre vejo críticas fortes contra o uso da internet feito pelos jovens. Eu sou daqueles que acredita que mais importante do que proibir é ensinar a usar. Quase toda informação produzida nos dias de hoje pode ser encontrada na rede, por que não fazer uso dela? O que é importante é saber como fazer isso. Como selecionar a informação correta e principalmente como julgar aquilo que você lê. Porque mais importante do que a informação é o que se faz com ela e justamente é esse o grande ponto da educação atual, todos têm acesso a informação, mas quantos conseguem fazer algo de proveitoso com o que sabem?

Talvez seja esse o problema da internet, não o que ela traz, mas sim quem tem acesso ao que ela traz. É incrível a quantidade de absurdos que se lê por aqui. Mas também é incrível a quantidade de absurdos que encontramos em livros, nas ruas, na televisão, em qualquer local que se conviva com gente vamos viver cercados de absurdos. Mas também cercados de coisas úteis. O jogo correto é saber no que você quer se prender, ao útil, ao fútil ou ao perigoso?

Sim, é claro que sei que nem sempre tudo o que lemos deve ter alguma utilidade prática. O prazer faz parte do jogo, pode-se jogar, bater papo informal, conhecer coisas e nem por isso se perde tempo (se não for feito de modo excessivo). O problema é a informação perigosa, coisas do tipo como fazer uma bomba caseira, marcar brigas em sites de relacionamento e coisas afins. Esse é o erro de comportamento a ser caçado.

Aliás não consigo entender como tem gente que consegue gastar seu tempo com isso. Cada um faz suas escolhas, mas tem escolhas que nem deveriam ser cogitadas. Existem formas muito mais saudáveis de chamar a atenção e de maneira muito mais positiva para a própria imagem.

Eu disse o que penso, mas e você, que uso faz da internet? O que acha dela? No texto de quinta-feira falarei dos relacionamentos virtuais. Até lá.