Sorte e Azar – Pato Fu

Comente no blog e concorra a um exemplar deste livro

Parece que foi ontem que comecei a colocar meus textos por aqui. Mas já faz bem mais de um ano. Comecei a brincar nesse espaço em abril do ano passado. Já falei de muita coisa, confesso que faço uso do espaço como se fosse um divã de terapia, coloco aqui muitas das coisas que me incomodam e que nem sei como falar. Falo de assuntos que chamam a minha atenção e me exponho, até pra mostrar pra todo mundo como é que eu vejo o mundo que me cerca.

Eu chego com esse post a 100 textos. Pode parecer besteira, mas pra mim acaba sendo uma marca importante. No meu primeiro blog eu não passei de 10 e este aqui não me parece muito próximo do fim. Tem muita coisa que eu ainda penso em colocar. Dentro dessa linha, existe outro ponto. Eu só coloco aqui meus textos porque existe gente que lê, alguns comentam, outros não. Tem gente que até escreve, mas pede pra não colocar o comentário como visível pra todo mundo. Algo que eu sempre respeitei e entendo em muitos casos o motivo dessa opção.

De texto em texto, comentário em comentário, já tive mais de 10.000 visitas por aqui em pouco mais de um ano. Cerca de 20 visitas diárias, não é muito, mas também não é pouco. Individualmente não imagino quantas pessoas já passaram por aqui pra ler o que eu divido com quem visita o blog. Só confesso que acho divertido dividir minhas ideias com vocês e que também me interessa muito saber o que pensam sobre aquilo que eu escrevo.

Alguns leitores daqui já sabem que eu não escrevo somente neste espaço, tenho um livro lançado e em breve (lá pra novembro) devo lançar meu segundo livro com fotos e poesias como o primeiro. Busco também outras formas de me expressar e em breve colocarei novidades por aqui. Porém, não é isso que importa hoje.

Hoje eu só quero mesmo é dizer que tentando descobrir quem me lê hoje e mesmo conseguir mais gente lendo nesse espaço, começo uma promoção nesse mês. Sortearei kits compostos por 1 exemplar do meu livro (Meu Mundo em Preto e Branco) e uma ampliação de uma de minhas fotos (tamanho até 30x45cm) já postadas neste blog para quem enviar um comentário a um dos meus textos (podem ser os antigos), o contato será feito via e-mail para o envio dos kits. Valem todos os comentários (me dou ao direito de excluir comentários ofensivos, jocosos ou sem conteúdo algum, comentários como visite meu blog também serão excluídos) postados entre o dia 14 de agosto e o dia 15 de setembro.

Para saber o número de kits a serem enviados vale o número de comentários de pessoas diferentes no blog. A cada 15 pessoas diferentes comentando, 1 kit será sorteado. Os nomes de todos os leitores serão colocados em um saco e então o sorterio será feito. Se a pessoa escrever no seu comentário que chegou aqui pela indicação de outro leitor (citando quem o indicou), o leitor indicou o blog terá seu nome acrescido mais uma vez ao recipiente do sorteio.

Aos que quiserem participar do sorteio, boa sorte!!! Aguardo as opiniões de vocês sobre o blog.

Sobre o Tempo – Pato Fu

Eu devia ter dito que ela estava realmente linda...

“Tempo, tempo, tempo mano velho” Este trecho da música do Pato Fu chamada Sobre o Tempo, é o resumo dessas minhas últimas semanas. Eu sempre briguei com o tempo, ele sempre foi meu inimigo máximo. Na maioria das vezes ele passa devagar demais, ou pelo menos da forma errada no tempo errado. Coisas que deveriam durar uma eternidade acabam durando segundos.

O tempo nessa semana voou enquanto eu tentava dormir, demorou a passar quando eu tive coisas chatas e situações complicadas, se evaporou quando eu precisava terminar algo em pouco tempo e congelou quando eu precisei esperar o tempo necessário para fazer algumas coisas. Eu sei que isso acontece com todo mundo, todo mundo vez ou outra reclama das mesmas coisas que eu, só mudam as ações que levam a reclamação.

Na verdade, só me lembro de uma pessoa que conheci e que fazia questão de dizer que o tempo sempre passou na velocidade certa, a gente é que tem que se acostumar com ele. A frase extremamente sábia eu ouvi de um pescador que saia todos os dias pro mar com seu barco na Ilha Grande, encontrei-o duas vezes em visitas que fiz à ilha. Gente boníssima, saia pela praia distribuindo os peixes que pegava em excesso e sabia que iam estragar, nós que acampávamos por ali adorávamos esse acréscimo em nossa refeição. Aqui vale um bom adendo, finalmente comecei a ler O Velho e o Mar do Hemingway. Peguei emprestado e acho que vou curtir muito o livro.

Mas voltando ao tempo, a forma como ele atua em cada um de nós a cada instante é extremamente irritante. Ainda mais quando existe uma diferença clara de expectativas em relação ao que vai se passar naquele momento. É como dar aulas pra uma turma, você num ritmo alucinante, e os alunos achando tudo aquilo lento e maçante, não encaixa e não funciona pra nenhum dos lados.

Ontem, especificamente ontem eu briguei com o tempo. Reclamei dele de forma rabugenta. Vivi momentos em que eu queria que ele passasse mais devagar e momentos em que sonhava com a ampulheta extremamente veloz que foram separados por segundos, milissegundos. Até entendo que algumas limitações pessoais tornaram essas brigas mais fortes do que realmente deveriam ser, mas foi o que senti.

Primeiro o lado da pressa, fiquei feliz com meus alunos, o que eles produziram foi de qualidade, mas confesso que ficar o dia todo (principalmente durante a manhã) num lugar extremamente lotado me fez um mal tremendo. Não reclamo do trabalho, eu até curto, o que não curto é passar mal por besteiras como essa, quem sabe me livro disso em breve.

O lado oposto tem muito a ver com minha timidez. Eu uma vez pensei em escrever versos falando da minha relação com o tempo (na verdade eu vou fazer isso, apenas agora preciso estudar mais o assunto). Um dos pontos que mais me intriga é algo que eu costumo chamar de tempo exato. Algumas coisas possuem o momento exato para serem feitas e vividas. Se um segundo antes atrapalham tudo e nada funciona a contento, se um segundo depois perdem a força e podem soar até de forma ofensiva e jocosa.

Passei pela perda do momento exato ontem, senti isso de forma bem próxima. De início, vi alguém que merecia um elogio e fiquei com uma baita vergonha de fazê-lo, primeiro porque eu não queria dizer que a pessoa estava bonita ontem, mas sim que ontem ela estava mais bonita que de costume, apesar de ser já muito bonita. E queria fazer isso de forma leve, sem parecer cantada barata. Pensei, pensei, pensei e acabei nem fazendo isso, perdi o momento. E tive sim meus momentos pra isso. Aliás, em certo momento até estive a sós com a pessoa, mas por timidez o papo não fluiu, fiquei sem saber o que falar e nem consegui caminhar na direção desejada, como dito posts atrás, entender e conhecer melhor alguém que me gera curiosidade (quem é eu não cito o nome nem adianta perguntarem, talvez a pessoa até saiba que é ela, enfim tempo ao tempo…rs).

Aliás nesse momento, que eu queria até certo ponto que fosse mais longo (principalmente se eu tivesse aberto a boca como imaginado), pareceu extremamente imenso quando percebi que parecia ser inconveniente naquele momento. Ai as pessoas se afastam. E o tempo que eu queria que durasse muito, acabou parecendo longo demais.

É com essa dualidade que não sei lidar, com o jogo que envolve o outro, com a forma como a expectativa do outro altera a minha noção temporal, ainda mais quando não consigo fazer uma leitura clara da outra parte. Conheço gente que lê as pessoas como lêem um livro estilo Fogo no Céu ou o Rabo do Gato, livrinhos infantis com poucas frases, utilizados para alfabetização. Por outro lado, eu faço parte daqueles que encontram na leitura das pessoas a mesma facilidade que teria ao ler Ulysses do James Joyce numa versão em aramaico ou russo.

Quem sabe um dia eu aprenda. Quem sabe eu consiga também aprender a manusear de forma correta o tempo, e pare de perder estes instantes decisivos (justo eu que me considero um fotógrafo razoável perco instantes decisivos). Quem sabe eu aprenda que a ter o timing, faça o tempo realmente correr macio e ser um amigo legal pra mim, parando de reclamar.

E você? Reclama muito do tempo? Quais as suas grandes reclamações temporais? Aguardo seu comentário.