Walking On The Moon – The Police

 

 

Todos temos nossos heróis,modelos, pessoas que nos inspiram a sermos melhores e a fazer determinadas coisas. Pessoas que de uma maneira ou de outra funcionam como um caminho a ser seguido. Algumas vezes esses ídolos caem, outras cometem falhas graves e em alguns momentos se eternizam.

Nessa semana infelizmente eu perdi dois dos meus grandes ídolos. Um cai por uma falha grave e o outro se eternizou e não está mais entre nós. Ainda estou remoendo a falha do Lance Armstrong. Tentando aceitar a culpa daquele que sempre vi como um dos maiores ciclistas da história, com as suas 7 vitórias no Tour de France e que concorria na minha idolatria com o Miguel Indurain, que agora reina absoluto no meu carinho por ciclistas. Pelo menos até eu ter uma certa ideia do que realmente aconteceu nessa história de doping.

Por outro lado, outro nome segue agora realmente eterno. Passa para a história imaculado e seu grande feito ainda hoje é visto como algo sem precedentes na história humana. Infelizmente perdemos Neil Armstrong. O primeiro homem a pisar na lua e provavelmente o mais discreto de todos os grandes astronautas.

A figura de Armstrong me encanta por diversos fatores. A frase emblemática da sua conquista. O chegar a um novo mundo, talvez tão raro e difícil quanto foi para os primeiros homens sair da África ou para os primeiros navegadores chegarem até a Europa foi um grande feito. Mas para mim, maior que tudo isso foi a sua frase.

Carrego comigo sempre em pensamento o que ele disse. A frase que me serve de mote e de inspiração para cada ação minha. Talvez por isso eu tenha as vezes tanto cuidado com cada palavra que eu diga. Talvez por isso eu pese tanto as ações em cada momento. Meus pequenos passos podem causar grandes problemas, minhas frases mal construídas podem gerar muita tristeza e ofensa. Eu sou o responsável por  tudo aquilo que faço. E se consigo uma vitória, que ela seja apenas isso, uma vitória e não um totem a ser idolatrado.

Armstrong, foi a Lua, pisou no solo lunar antes de qualquer outra pessoa. Ao voltar ao nosso planeta, poderia ter uma vida toda baseada no seu sucesso único. Não foi o fez. Não transformou seu próprio valor em divindade. Fez da discrição um lema, tornou-se professor e agora infelizmente faleceu. Deixou-nos o exemplo de um grande homem que vale mais do que seu grande feito.

Se dias atrás eu via a Lua sorrindo para mim, hoje imagino que ela está triste. Talvez triste como eu me sinto com a perda irreparável. A lua perdeu seu primeiro visitante, eu perdi um ídolo e o mundo perdeu um modelo. Nos resta agora seguir o exemplo, lembrar que nossas ações podem gerar grandes influências em tudo o que nos cerca. Porque se um pequeno passo para um homem pode gerar um gigantes avanço para a humanidade, pode nos levar também a um grande retrocesso.